
A ByVET
A ByVET, supervisão veterinária de Haras, oferece aos criadores de cavalos serviços diferenciados no manejo de haras, clínica, sanidade, nutrição e
reprodução eqüinas. Com proposta inovadora, atua na criação do cavalo atleta, de modo a atender as prioridades e objetivos dos criadores, disponibilizando
a tecnologia necessária para criar vencedores nas competições nacionais e internacionais.
Através da experiência e conhecimento do Dr. Francisco José do Monte Lança , a proposta é a de suprir todas as necessidades geradas dentro de um haras. Experiências e resultados de criação obtidos em países como Estados Unidos, França, Holanda, Emirados Árabes, Argentina e Uruguai, permitem oferecer o que existe de mais moderno na gestão de haras. O método de trabalho visa o alinhamento de vários fatores em busca de uma estratégia única e exclusiva a cada haras, superando as dificuldades e atingindo as expectativas.
SOLICITE UMA VISITA AO SEU HARAS E STUD, SEJA VOCÊ TAMBÉM UM CLIENTE BYVET, E OBTENHA A EXCELÊNCIA NA CRIAÇÃO DO CAVALO ATLETA
Nascido em Portugal, mudou-se para o Brasil aos 17 anos. Seguindo os passos da família e movido pela paixão aos cavalos de corrida, se graduou em medicina
veterinária em 1993 pela faculdade de Medicina Veterinária da UniPinhal.
Especializou-se em veterinária de haras através de vários estágios em criatórios de renome como Interlagos (SP) e El Manzanar (ARG) e hípicas como Santo Amaro, além da importante residência veterinária realizada no Jockey Club de São Paulo entre 1993 e 1994, sempre orientado por colegas e profissionais de alto gabarito.
Atuou como veterinário residente nos haras São José e Expedictus em Botucatu e Rio Claro, SP (1994 a 1998) e no Stud TNT em Bagé, RS (1998 a 2007) e suas extensões argentinas e norte americanas, sempre aprimorando seus conhecimentos através de viagens e cursos internacionais. Durante este período, pôde contribuir com a criação de excepcionais corredores, como o renomado ganhador internacional e do eclipse award, LEROIDESANIMAUX, e ser o veterinário responsável por consagrados garanhões internacionais como ROYAL ACADEMY, CANDY STRIPES e VETTORI, entre outros.
Dentre as 877 vitórias comemoradas até o momento salientam-se:
NO BRASIL: 33 VITÓRIAS DE G I (1 GP BRASIL, 3 GP SÃO PAULO, 2 GP OSAF, 4 DERBYS, 5 GP DIANA, 2 TRÍPLICES COROAS), 12 VITÓRIAS DE G II, 20 VITÓRIAS DE G III, 14 VITÓRIAS DE LR, 31 VITÓRIAS ENTRE CL E PE.
NO EXTERIOR (ÁFRICA DO SUL, CANADÁ, ESTADOS UNIDOS, EMIRADOS ÁRABES E URUGUAI): 5 VITÓRIAS DE GI, (VENCEDOR DE ECLIPSE AWARD), 10 VITÓRIAS DE GII, 5 VITÓRIAS DE G III, 4 VITÓRIAS DE LR, 5 VITÓRIAS DE STAKES.
O objetivo é o de proporcionar resultados expressivos junto aos criadores e proprietários. Com a experiência obtida dentro do PSI e com o conhecimento das práticas de criação de vários países, a tecnologia necessária à obtenção de resultados competitivos está sendo agora oferecida aos criadores não só de PSI (os quais já tem excelentes resultados internacionais) mas também aos de outras raças, em especial a QUARTO-DE-MILHA.
Em função desta vivência e por realmente acreditar no potencial da criação do cavalo Quarto de Milha e PSI no Brasil, O Dr. Francisco José do Monte Lança, disponibiliza a metodologia a todos os criadores brasileiros, a fim de promover a criação nacional além fronteiras. Apesar da especialização em criação de cavalo para corrida, a versatilidade, no caso do cavalo Quarto de Milha, proporciona que o tipo de criação aqui proposta atinja também os criadores de outras modalidades como tambor, baliza, apartação, vaquejada, team penning, entre outras, em qualquer lugar do país.
Dentre os procedimentos principais para atingir os objetivos acima podem ser citados :
(a) criação e gerenciamento de projetos “start to finish” para o criador
proprietário, com estabelecimento de metas a serem atingidas e manejo de
pontos críticos, visando resultados positivos nos mercados e provas
nacionais e internacionais.
(b) “Race managing” para proprietários, através de seleção de animais,
programação de campanha atlética, supervisão veterinária de stud e definição
de metodologia a ser empregada pela equipe de treinamento.
(c) formação de parcerias comerciais e profissionais atendendo todas as
áreas necessárias á criação do cavalo atleta e respeitando as preferências
do cliente.
(d) instituição de procedimentos veterinários exclusivos a cada haras e
stud, auxiliando o trabalho da equipe e reduzindo assim os fatores que
afetam negativamente a criação e a vida atlética dos cavalos.
No Brasil:
Coudelaria Alma Lusitana (www.almalusitana.com.br)
Haras Canarim (www.harascanarim.com.br)
Haras Fronteira PAP
Haras Palmeiras da Serra
Haras Porto Santo
Haras Vista Verde (www.harasvistaverde.com.br)
Rancho 74 (www.rancho74.com.br)
Rancho Bonanza (www.harasbonanza.com.br)
Na Argentina:
Haras El Manzanar
SERVIÇOS PRESTADOS
Assessoria comercial
- Avaliações de compra e venda de animais através de análise de conformação, pedigree e performance.
- Preparação de animais para leilão.
- Seleção e formação de núcleos e bancos genéticos.
- Indicação para clientes de animais em leilão.
-Indicação de cruzamentos baseados em conformação e performances atlética e reprodutiva.
Nutrição
Plano nutricional de todos os animais do haras, desde a gestação até à competição, através de:
-Formulação e balanceamento de ração a ser fornecida no estabelecimento, visando sanidade alimentar e boas relações custo-benefício.
-Interação ração - pastagem – função – exercício.
-Manutenção adequada dos niveis nutricionais em cada estágio de crescimento,
-Formação de curva de crescimento própria do haras.
-Suplementação de forma correta dos ingredientes necessários á propriedade.
-Controle da qualidade do arraçoamento.
-Obter uma formação óssea e muscular de qualidade, com maior resistência para competição, visando o melhor aproveitamento atlético do cavalo.
Manejo
Trabalhar de acordo com o objetivo da criação e priorizando o cavalo, através das seguintes práticas:
- Integração profissional (proprietário > gerente > agrônomo> veterinário)
- Avaliação geral do potencial criacional do estabelecimento.
- Podologia e supervisão do casqueamento e ferrageamento, principalmente dos potros em crescimento.
- Formação adequada dos lotes dos animais nas pastagens
- Atender a individualidade de cada animal dentro de um grupo
- Avaliação dos animais para inicio das suas atividades esportivas.
- Minimizar causas de estresse
Sanidade
Composição de programas sanitários e profiláticos:
- Programa de vacinação
- Programa de desvermifugação
- Avaliação da sanidade reprodutiva das matrizes e suas correções
- Manejo adequado do parto
- Criar um ambiente sanitário próprio e único na propriedade
- Supervisão de Transporte Internacional
Veterinária Equína
- Reprodução e biotecnologia (Transferêmcia de embriões, sexagem fetal entre 60 e 70 dias de gestação, coleta e manipulação de sêmen fresco, resfriado e congelado, andrologia e ginecologia)
- Emergências clínicas e obstétricas
- Clínica geral de haras
- Neonatologia e terapias intensivas.
ARTIGOS PUBLICADOS
» CRIAÇÃO DO CAVALO ATLETA (artigo 1)
- PARTE I: DA COBERTURA AO PARTO
Devido ao constante progresso das associações de criadores de cavalos e ao alto nível competitivo e comercial impostos, o cavalo tem se transformado num verdadeiro atleta, tendo seu desempenho exigido ao máximo. Face a esta realidade, fez-se necessário o desenvolvimento profissional técnico na mesma proporção, apto a suprir as necessidades dos criadores e proprietários do cavalo. Podem se incluir aqui a criação e reprodução eqüinas, sendo estas, áreas de grande importância dentro de uma propriedade. Os resultados competitivos tem início aqui, onde a base dos atletas a serem criados deverá ser sólida.
GARANHÃO
Afim de facilitar o manejo durante a estação de monta, é imperativo programar a utilização do garanhão quanto ao número de éguas a serem cobertas e tipo de cobertura a ser realizada, ou seja, monta natural ou inseminação artificial, e nesta, sêmen fresco, resfriado ou congelado. Para que isto ocorra terão de se realizar exames físicos e andrológicos antes do início da temporada. Estes “exames de Outono” são úteis para identificar a capacidade reprodutiva do animal, e assim selecionar o melhor método de cobertura a ser utilizado.
Em haras onde o manejo reprodutivo é intenso, este exame poderá ser realizado mensalmente, com o objetivo de se estabelecer uma curva anual baseada na concentração espermática, propiciando assim excelente controle do sêmen e antecipando alterações bruscas na taxa de fertilidade..
Alguns cuidados quanto ao manejo deverão também ser tomados antes do inicio da atividade reprodutiva. Entre os mais importantes se destacam a manutenção de um estado corporal atlético, pronto para coberturas diárias, evitar vacinas que possam causar febre, pois isto se refletirá negativamente durante a temporada e manter uma rotina diária durante a estação de monta, condicionando assim o animal e evitando qualquer tipo de estresse.
Quanto á alimentação, evitar mudanças na qualidade e quantidade da ração a ser ministrada. Poderão ser utilizados neste período, precursores de ácidos graxos polinsaturados para aumentar em até 1,5 a concentração espermática e a qualidade do sêmen congelado, prática esta que está sendo bastante difundida.
ÉGUAS
O foco da reprodução está na taxa de concepção das reprodutoras. O resultado final da temporada de monta acontece sempre no ano seguinte, com o nascimento do potro. Esta sim é a real taxa de aproveitamento reprodutivo. No entanto, vários fatores influenciam este índice e o sucesso depende da perícia com que são manejados.
Entre os fatores que diretamente determinam a eficiência reprodutiva das éguas estão o estado corporal, tipo de alimentação, idade, condição reprodutiva (vazia, virgem ou parida), tipo de cobertura a ser empregada e a presença de infecções.
A reprodutora deverá estar saudável para a concepção, isto é, ter um estado corporal atlético compatível com a idade, alimentação balanceada, estar ciclando corretamente e possuir sanidade reprodutiva, ou seja, sem problemas físicos e infecciosos no trato reprodutivo.
Levando em consideração a cobertura, as afecções poderão ser divididas em: pré-cobertura (anestro, endometrite, cistos uterinos, falha em mostrar cio, problemas físicos) e pós-cobertura (endometrite pós-cobertura, falha na ovulação, morte embrionária precoce, aborto e distocia).
Estes problemas poderão ser atenuados com o uso de algumas práticas como:
Todos estes fatores se aplicam também á prática da transferência de embriões, onde a sanidade, tanto da doadora como da receptora, resulta em melhor qualidade e maiores taxas dos embriões coletados e sua conseqüente concepção.
Atualmente, a profilaxia é a prática de maior atenção nos eqüinos. Um programa de vacinação correto de um plantel, evitará surtos infecciosos e conseqüentes abortos, o uso de imuno- estimulantes uterinos evita não só endometrites inconvenientes como também algumas placentites, e a vermifugação deverá ser levada em consideração, já que alguns parasitas passam da mãe para o produto.
O importante é estabelecer um ambiente saudável na propriedade, priorizando a convivência com a flora existente e não a sua modificação ou total degradação.
Outro fator que poderá levar a alterações no manejo da reprodutora é a determinação do sexo do feto, realizada entre 60 e 70 dias de gestação. Isto possibilitará os criadores de tomarem decisões em relação ao objetivo comercial da égua e do futuro produto, local de parto e escolha de garanhão.
Quanto ao parto, a égua deverá ser preparada um mês antes e ser planejado de que forma se dará, dentro ou fora da cocheira, com intervenção humana ou não. De qualquer forma, é importante que seja assistido, pois desta maneira poderão ser evitadas várias complicações como lacerações nas éguas e asfixia dos recém nascidos, bem como evitar acidentes entre a nova unidade égua-potro.
SUGESTÕES DO AUTOR
- PARTE II: DO NASCIMENTO AO DESMAME
O parto é um dos adventos mais esperados pelos criadores ao longo do ano, onde, após a idealização criteriosa de um cruzamento, as expectativas em relação ao produto nascido tem seu fim.
Este fenômeno apresenta dois aspectos: o primeiro relativo á égua, que, após onze meses de gestação (340 dias em média), tem (re)ativado o seu instinto materno, e o segundo relativo ao potro recém nascido, que terá de passar por uma série de processos fisiológicos até sua adaptação total ao meio e ter ativado seu instinto de sobrevivência..
Daí a necessidade de se dar também importância á integração égua-potro, e não somente a estes em separado. As éguas formam forte ligação com seus potros mesmo antes do nascimento.
Esta ligação tem inicio logo após a ruptura da bolsa onde a égua cheirando e lambendo as águas que libera no chão, poderá identificar o potro que está prestes a nascer como seu legítimo.
O olfato e gosto são mais importantes para o reconhecimento do potro do que a visão e audição. Sem a presença dos seus potros as éguas perdem este forte instinto materno no máximo em 4 dias.
Em contrapartida, os potros não tem essa ligação tão forte com suas mães, principalmente durante as primeiras semanas de vida, período em que seus instintos são motivados pela fome, pela ação repelente de outras éguas no lote e pela constante proximidade de suas mães num raio de 5 metros.
No entanto, esta ligação materno-filial pode ser facilmente interrompida por qualquer uma das partes devido a complicações patológicas ou por distúrbios comportamentais durante o período de amamentação.
ÉGUA
Um fator importante e indispensável para o início da atividade materna é a formação de colostro de boa qualidade e produção de leite com bom volume diário. Isto poderá ser conseguido através de acostumar a égua ao local de parto um mês antes da data prevista , vacinação no último mês de gestação e fornecimento de uma alimentação correta.
Quanto ao parto propriamente dito, é de ressaltar que quanto mais se aproximar do natural, melhores resultados se terão. Isto não significa que não se deve intervir, muito pelo contrário. A intervenção pode ocorrer desde que seja sempre com o intuito de prevenir complicações e não alterar a fisiologia de égua e potro
Outro aspecto importante é relativo á nutrição, pois deve-se levar em conta que a égua tem de se alimentar para se sustentar, dar de mamar ao potro e manter nova gestação, tudo simultaneamente. Sendo assim, é imperativo que a alimentação fornecida seja de boa qualidade e em níveis adequados, e não se deve esquecer que o potro irá compartilhar com ela esse alimento. No balanceamento da ração de uma égua amamentando, levar em consideração também a necessidade nutricional do potro.
Facilitar o contato social entre as éguas e seus potros, propiciar área suficiente para pastoreio, para que assim os animais atinjam a média diária de locomoção e permitir sim a instituição de uma hierarquia dentro de cada lote, são práticas que evitarão o estresse materno e habilitam o exercício entre os potros.
Dentre as complicações que afetam a integração égua-potro os mais comuns são problemas de falha na produção de leite e colostro, distocias, complicações pós parto como hemorragias e cólicas, e dentro dos distúrbios comportamentais, agressão ou rejeição maternas.
POTRO (POTRANCA)
Logo após o parto, o feto se torna neonato. Esta transição se dá num intervalo muito curto, onde haverá transformações principalmente cardíacas, circulatórias e respiratórias. Além do mais o neonato deve estar apto a se levantar, alimentar e locomover. Atenção deve ser dada nos primeiros 5 minutos de vida á presença ou não de asfixia ocorrida durante o parto. Isto poderá ser conseguido através do uso da tabela APGAR modificado. É importante salientar que a quantidade de sangue que é passada para o potro através do cordão umbilical é a mesma que retorna do potro para a égua, não havendo assim a necessidade de esperar passar a maior quantidade possível de sangue.
Ao contrário do que se pensa, os potros não nascem sem anticorpos e sim com baixa quantidade deles. Baseado nisto, e de acordo com as características imunológicas dos potros recém nascidos, algumas vacinas poderão ser realizadas já na primeira semana de vida. No entanto, é de primordial importância que os potros tenham ingerido quantidade suficiente de colostro até 6 horas após o parto para manter uma boa atividade imunológica durante os três primeiros meses de vida.
Os vermífugos deverão ter início aos 20 dias de vida para evitar infestações provenientes da égua e do vício da coprofagia. Ter cuidado também com a chamada diarréia do “cio do potro”. Apesar de natural, algumas poderão ter simultaneamente origem infecciosa.
Também neste período já se evidenciam algumas deformidades ortopédicas e de aprumos, que, quando corrigidas cedo, possibilitam melhores resultados de conformação dos potros.
O início da alimentação individual deverá levar em conta o desenvolvimento do potro e a qualidade do leite da égua. Em média, isto se dá entre os 2 e 3 meses de vida.. Cuidados como balanceamento da ração e o modo como esta é fornecida são importantes para o futuro desenvolvimento atlético. Nesta etapa, os minerais são essenciais para a formação de uma estrutura óssea sólida, capaz de sustentar uma boa musculatura.
Para o desmame, peso e idade são primordiais, sendo respectivamente 230 Kg e 5 meses os requisitos mínimos para tal. Saber controlar o nível de estresse acarreta em melhor desenvolvimento e menor perda de peso na primeira semana de desmame. Conseqüentemente haverá também uma redução na perda de nutrientes retirados dos órgãos, promovendo assim um equilíbrio estrutural do potro desmamado, sem oscilações.
É de extrema importância que na altura do desmame os lotes já tenham estabelecido uma organização social, superando assim rapidamente a falta da mãe. No entanto a falta do leite deverá ser suplementada.
SUGESTÕES DO AUTOR
Resumindo, não se deve esquecer que o cavalo é um animal extremamente social e que adora a rotina. Sendo assim, deverão se evitar ou minimizar as causas de estresse que tenha influência negativa na criação do potro e que atrasem sua evolução.
- PARTE III: DO DESMAME Á DOMA
CRIAÇÃO DO CAVALO ATLETA
Após o desmame, o potro é considerado individualmente independente, mas não socialmente. É neste período crítico que são consolidadas
suas bases estruturais, sociais e comportamentais. O que fazer para tornar um cavalo campeão? Uma forte consciência de realizar uma
nutrição e manejos adequados. É através de uma boa criação que serão formadas estas importantes características que se refletirão
positivamente no desempenho atlético do animal.
Neste último capítulo será abordada a fase que vai do desmame até aproximadamente os 18 meses de idade, quando ocorrem a doma e o
treinamento.
DO DESMAME ATÉ 1 ANO DE IDADE
Quando desmamado, o potro passa por um estresse altíssimo, pois não só falta da mãe mas também o hábito da mama e a presença do leite
na dieta lhe foram tirados. Algumas medidas podem ser utilizadas para atenuar este processo. Dentre elas, a formação do lote social
antes do desmame com a presença de uma ama junto ao grupo de jovens potros e promover um crescimento moderado, para evitar problemas
ortopédicos devido a ocorrerem várias alterações e adaptações na musculatura esquelética.
Nesta fase, o aspecto nutricional é o mais preocupante, pois ocorre importante modificação no tipo de fibra muscular. Isto leva a um
aumento da capacidade oxidativa das fibras musculares, na medida em que os cavalos passam de velocistas (fator de sobrevivência para
os potros recém nascidos) para explosão (acúmulo de energia) chegando ao controle de ambos, velocidade e explosão, nos cavalos adultos.
Modificações ocorrem também no trato intestinal, onde haverá alteração da flora e de algumas enzimas digestivas. Nesta altura o potro
já deverá estar comendo seu próprio alimento individualmente.
Enquanto um potro atinge cerca de 70% de seu peso de adulto no primeiro ano de idade, a sua mineralização óssea atinge apenas 57%. A
mineralização máxima ocorre somente aos 6 anos de idade. Devido a este fator, há a necessidade de saber balancear corretamente a
alimentação e principalmente o componente mineral. É de salientar que este é um período crítico pois o que for perdido aqui,
dificilmente será recuperado.
O fator exercício produz benefícios á cartilagem articular e aumenta a taxa de crescimento ósseo durante os 8 primeiros meses de vida.
Após esta idade, as correções ortopédicas por casqueamento se tornam muito difíceis.
Acidentes, problemas músculo esqueléticos, infestações por vermes, infecções bacterianas e virais tem impacto negativo no crescimento
e desenvolvimento. A prevenção de problemas deverá ser o objetivo primário em potros de qualquer idade.
DOS 12 AOS 18 MESES
Este é um período de crescimento lento. Aqui se deverão solidificar as bases do crescimento, através de uma boa formação muscular, com
irrigação sanguínea proporcional. Ocorrem também as diferenciações físicas entre machos e fêmeas, onde as fêmeas tendem ao crescimento
em altura e os machos em massa muscular. Os hormônios sexuais nesta fase exercem grande influência no desenvolvimento do cavalo atleta.
As prolongadas fases de cio nas potrancas levam a grande desgaste energético, e nos machos, a competição hierárquica e por vezes a
masturbação. Estes gastos de energia são saudáveis e deverão ser manejados normalmente. Fazem parte da natureza do cavalo e não devem
ser coibidos.
É também durante este período que acontece a formação final das cartilagens articulares e o fechamento das placas de crescimento ósseo
mais requisitadas. Isto pode (e deve) ser aferido por exames radiográficos, prevenindo qualquer alteração óssea e articular durante a
fase de treinamento.
Desde que sejam realizados de forma racional, a doma e treinamento iniciados aos 18 meses de idade são mais eficazes e não tem nenhum
efeito deletério nos parâmetros clínicos, histológico e biomecânico dos tecidos músculo esqueléticos.
Quanto á doma propriamente dita, esta deverá ter o propósito de formar uma parceria entre cavaleiro e cavalo e não a submissão do
animal. Os procedimentos pelos quais isto é atingido são o mérito de cada treinador e só deverão dizer respeito a ele e ao proprietário
do animal.
Importância deverá ser dada logo após o confinamento em cocheiras para inicio do treinamento, pois ocorre uma desmineralização óssea
levando a dor de canelas. Por isso, o fechamento dos animais deverá ser feito de forma gradativa, pois esta fraqueza óssea é causada pelo estresse. Um animal previamente acostumado á cocheira sofrerá menos estas alterações.
Quanto á alimentação nesta fase, é de salientar que os cavalos em treinamento com até 6 anos de idade ainda estão em crescimento, assim
como sob exercício intenso. Sendo assim, a sua ração deverá fornecer níveis adequados de energia, bem como lisina e outros nutrientes
chave.
CONCLUSÃO
Os fatores ambientais como nutrição, exercício e condicionamento são difíceis de quantificar, e o manejo durante a fase de crescimento
e desenvolvimento, bem como tipo de treinamento, influenciam diretamente o potencial do cavalo para o sucesso.
Para elucidar o quanto é importante uma criação correta, segue abaixo o diagrama,

onde 1 representa genética, 2 nutrição, 3 manejo, 4
sanidade e 5 treinamento. Se estes 5 fatores não estiverem devidamente completos, não teremos 100% da capacidade atlética esperada do
cavalo. O trabalho de criação visa o preenchimento de cada item através de suas interações, de forma a tentar formar um animal capaz de
competir com todo o seu potencial.
O programa de criação em um estabelecimento deve levar em conta o que será ser feito durante toda a vida do cavalo atleta, desde sua
gestação até á competição, sabendo que são inúmeros os fatores que interferem positiva e negativamente nesse processo. Saber manejá-los
de forma proveitosa é o segredo para a formação de um verdadeiro campeão.
Dr. Francisco José do Monte Lança
Responsável pela ByVET, Supervisão Veterinária de Haras
www.byvet.com.br
(11) 96203688
» A IMPORTÂNCIA DA CRIAÇÃO NO CAVALO DE CORRIDA (artigo 2)
O constante progresso da tecnologia, principalmente na área veterinária, tem facilitado muito a produção do cavalo de corrida. Na mesma medida, a genética do cavalo atleta também evoluiu, sempre buscando melhores resultados, sejam eles competitivos ou comerciais. Aliás, o fator genético recebe quase toda a atenção por parte de quem compra. Já na mesma proporção existe uma despreocupação quanto a outros fatores, como nutrição, manejo e sanidade com que os animais ofertados foram criados.
A formação do cavalo de corrida tem início no haras, mais precisamente na cobertura e tem continuidade nos centros de treinamento e campos de prova. Este trabalho é puramente artesanal, ou seja, o homem tem influência direta no resultado final. Cabe a cada criador utilizar os recursos existentes de acordo com seus objetivos e operação.
Para o sucesso da criação, desde a cobertura até o disco final, três fatores são de extrema importância: GENÉTICA, NUTRIÇÃO E MANEJO.
GENÉTICA E REPRODUÇÃO
Não existe uma regra básica para a formação de um plantel. Os criadores são norteados de acordo com suas preferências e metas a serem atingidas. Fatores inerentes ás linhagens como resultado competitivo, aptidão e conformação poderão influenciar na decisão. Na programação da carta de monta, o uso de um determinado garanhão sempre visa a melhoria física e competitiva da égua a ser coberta e vice versa.
No entanto, o poder genético para corrida poderá ser maximizado através do processo de criação. Isto implica em determinar as características das linhagens como conversão alimentar, resposta imunológica, transmissão de suas características de conformação, temperamento e potencial atlético para a sua progênie e estabelecer parâmetros criacionais para linhas precoces e tardias. A adaptação ao meio ambiente por parte de animais importados também deverá ser levada em consideração, pois é também fator hereditário.
A memória genética, principalmente nos primeiros meses de vida do cavalo, é ativada pelas atitudes sociais da mãe, levando assim á criação de um produto com algumas características comportamentais maternas. Daí a importância da escolha de uma boa matriz com bom pedigree, e, no caso da transferência de embriões, escolha de uma boa receptora, visando não só a estrutura física e aleitamento, como também temperamento adequado e dentro dos padrões da raça.
Devemos ressaltar que o resultado genético de um cruzamento é de responsabilidade exclusiva de seu idealizador, ou seja, além das virtudes esperadas no potro, os defeitos podem vir a prevalecer.
Para garantir a propagação de linhagens importantes, existem hoje várias biotecnologias que nos permitem melhor aproveitamento reprodutivo e conseqüente genético. Dentre essas práticas encontram-se a inseminação artificial (IA), transferência de embriões (TE) e congelamento de sêmen e embriões. Essas técnicas auxiliam na preservação do potencial genético, já que além dos genes serem mantidos congelados por décadas, podem também ser solucionados alguns problemas de infertilidade, tanto dos garanhões como das éguas, e manter a continuidade de uma campanha atlética, sem interrupção para a reprodução.
Após a elaboração dos cruzamentos para a temporada de monta, é necessário programar a utilização do garanhão quanto ao número de éguas a serem cobertas e tipo de cobertura a ser realizada, ou seja, monta natural ou inseminação artificial, e nesta, sêmen fresco, resfriado (entre 5 e 15 graus) ou congelado (-196 graus). A prática da IA, que consiste em depositar o semen no útero da égua ou mais recentemente na junção útero-tubárica, aumenta o aproveitamento reprodutivo do cavalo e o número de éguas a serem cobertas, mas implica, no caso de sêmen resfriado ou congelado, num intenso controle reprodutivo das reprodutoras, afim de se obterem melhores índices de prenhes, já que existe uma queda na qualidade espermática.. A IA apresenta várias vantagens como facilitar a logística de uma cobertura, já que o sêmen pode ser transportado facilmente até o local onde se encontra a égua, evita transmissão de doenças não só sexualmente transmissíveis mas que afetam a sanidade de um haras, e permite a aquisição de sêmen a menores custos de garanhões comprovados ou importados. Quanto ás desvantagens poderemos citar o tempo de preservação, sendo no sêmen fresco 2 a 4 horas e resfriado 24 horas, onde após estes períodos as taxas de fertilidade diminuem.
Mais especificamente na raça quarto-de-milha, estudos indicam que os garanhões apresentam boa fertilidade, e o sêmen congelado tem padrões apropriados pós congelamento.
Outro método que auxilia nos índices reprodutivos e na preservação genética é a prática da transferência de embriões. Esta técnica consiste basicamente em cobrir uma égua doadora, retirar seu embrião depois de 6 a 8 dias de ovulada, e colocá-lo no útero de uma receptora ou “barriga de aluguel”. Atualmente as taxas para apenas uma ovulação por doadora são de cerca 60 a 70% de embriões coletados por lavado, e após a transferência, entre 60 e 70% das receptoras chegam a termo. Isto nos dá uma taxa real de aproveitamento, considerando o nascimento do produto, de 36 a 49%. As pesquisas hoje são voltadas para a melhoria destes índices, e estes, conseqüentemente, estão aumentando. A indução da superovulação já é uma prática bastante comum, que leva a uma maior taxa de recuperação de embriões nos lavados e o uso de hormônios como progesterona auxiliam na manutenção da gestação da receptora.
O grande problema de hoje em dia é a idade avançada de algumas doadoras e o excessivo número de lavados realizados durante sua vida reprodutiva. Na tentativa de maximizar o aproveitamento genético de uma égua, temos gradativamente afetado negativamente seu potencial reprodutivo. Isto é, está ocorrendo uma queda na qualidade dos lavados e dos embriões, e também nos índices de prenhes, devido ao manejo incorreto das éguas. Além disso, o material utilizado e as técnicas empregadas devem ser de alta qualidade, visando sempre a preservação sanitária e reprodutiva da égua doadora.
Os embriões podem também ser preservados através do processo de congelamento. Isto permite, por exemplo, o renascimento, futuramente, de uma linhagem já extinta. O processo de recuperação de embriões é o mesmo, mas ao invés de se transferir o embrião para a doadora, este passa por um processo de “desidratação” e congelamento em uma máquina própria para a função. Quando houver o desejo de ser aproveitado, o embrião é descongelado, “re-hidratado” e implantado na “barriga de aluguel”. As taxas são praticamente as mesmas mas os embriões terão de ter sido coletados após 6 dias de ovulação.
A TE é um tema bastante polêmico na criação e treinamento, e como todas as práticas, existem vantagens e desvantagens. Uma das grandes vantagens é de permitir uma égua continuar sua campanha atlética e potencializar sua capacidade genética, além do aproveitamento comercial. Outra vantagem é a de permitir a concepção de um potro a partir de éguas sabidamente sub-fertéis ou idosas. No entanto, deve-se permitir à égua ser mãe em intervalos intercalados, ou seja, um ano de coletas e outro de maternidade. Mais estudos deveriam ser realizados visando o real aproveitamento genético em competição.
NUTRIÇÃO
A alimentação do cavalo atleta tem influenciado e muito os resultados competitivos, na medida em que visa atender as necessidades nutricionais básicas do cavalo em qualquer fase de sua vida. Este é um item da maior importância, pois qualquer erro poderá colocar em risco toda uma geração.
Um desequilíbrio nutricional poderá levar a várias alterações e patologias. No caso do cavalo de corrida podemos realçar as deformidades ortopédicas resultantes deste desequilíbrio, presentes principalmente na fase de crescimento, e que podem comprometer toda uma carreira atlética.
Apesar das rações comerciais terem facilitado o aspecto alimentar, é necessário estabelecer que não existe a “melhor ração” e sim a mais apropriada ao tipo de criação encontrada na propriedade. Isto é devido a cada estabelecimento ter suas características próprias como qualidade de solo, tipo de pastagem, topografia e manejo. Os animais podem até ter acesso a todos os nutrientes mas em quantidades diferentes das necessárias, sendo estas diferenças corrigidas através do uso de uma formulação adequada. Digo formulação pois nem todos os profissionais são adeptos das rações comerciais e estas nem sempre suprem as carências.
O importante é atingir o equilíbrio nutricional através de alimentos de qualidade comprovada. Entre estes estão a aveia e alfafa, elementos tradicionais na criação do cavalo de corrida. A continuidade e rotina do fornecimento também são importantes pois evitam o chamado “estresse alimentar”, bem como alterações bruscas de flora e peristaltismo intestinal que levam a cólicas.
O respeito ás necessidades nutricionais diárias em cada etapa do desenvolvimento é um dos segredos para o sucesso de uma boa criação. Existem 3 etapas básicas:
a) primária, que vai desde antes da concepção até 1 ano de idade. Neste período, o potro se desenvolve até cerca de 90% de sua altura e 66% de seu peso como adulto. É um período crítico pois o que for perdido dificilmente será recuperado.
b) secundária, vai de 1 a 3 anos de idade. Aqui acontece a formação final das cartilagens articulares e o fechamento das placas de crescimento ósseo mais requisitadas. As restantes tem um processo mais lento e tempo de fechamento mais longo.
c) terciária, onde ocorre o robustecimento do indivíduo até os 5 anos de idade. O nível de atividade física influencia quantitativamente na alimentação nesta etapa.
A genética óssea e muscular, durante a criação do cavalo, poderá ser levada ao seu limite, bem como ser melhorada, pois um cavalo de estrutura fina poderá ter sua densidade óssea aumentada, e consequentemente sua resistência durante as competições. Também a formação de uma musculatura natural, baseada na alimentação, auxiliará o animal na fase de treinamento e competição, já que haverá irrigação sanguínea proporcional.
É de salientar que alguns órgãos internos também são considerados músculos e tem desempenho importante na vida atlética do cavalo de corrida, e sua formação também depende do tipo de alimentação fornecida.
A avaliação do crescimento é feita através da aferição mensal de altura e peso, bem como avaliação clínica constante por profissional gabaritado.
MANEJO
O objetivo do manejo de uma propriedade consiste em fornecer aos animais um ambiente apropriado e único. Dentro deste item podemos considerar vários tipos de manejo, como alimentar, reprodutivo e sanitário.
Tomando como ponto de partida que o cavalo é um animal extremamente social, o manejo de um haras terá de respeitar algumas regras sociais básicas como facilitar o contato entre os animais, propiciar área suficiente para pastoreio, para que assim os animais atinjam a média diária de locomoção e permitir sim a instituição de uma hierarquia dentro de cada lote.
Os animais também deverão ser condicionados ás práticas da propriedade como manejo reprodutivo, arraçoamento, pesagem, tempo de permanência nas baias e de contato com os tratadores. Não se deve esquecer que o cavalo atleta passará boa parte de sua vida em competição e dentro de uma baia.
Dentro do manejo sanitário, as práticas mais comuns são vacinação, vermifugação e casqueamento. A realização e frequência de cada prática será de acordo com as características da propriedade e sua localização geográfica. Atualmente, a profilaxia é a prática de maior atenção nos eqüinos. Um programa de vacinação correto de um plantel, evitará surtos infecciosos e abortos, a vermifugação deverá ser levada em consideração, já que alguns parasitas passam da mãe para o produto e o casqueamento levará á formação de bons aprumos e estruturas relacionadas, evitando alguns defeitos de conformação graves que afetam a vida atlética. O importante é estabelecer um ambiente saudável na propriedade, priorizando a convivência com a flora existente e não a sua modificação ou total degradação, estas causadas pelo uso abusivo de desinfetantes.
Existem pontos cruciais durante o processo de criação, como o desmame e a doma, processos que levam a um enorme seqüestro de nutrientes de vários órgãos. A perícia com que estes eventos são manipulados é que vai determinar o nível de estresse a que os animais serão submetidos. O início das atividades atléticas deverá ser baseado em critérios clínicos sólidos e coerentes com o desenvolvimento físico do cavalo.
Resumindo, não se deve esquecer que o cavalo é um animal que adora a rotina. Sendo assim, deverão se evitar ou minimizar as causas de estresse que tenha influência negativa na criação do cavalo atleta ou que atrasem sua evolução.
Todos os itens descritos são influenciados diretamente pelo fator humano. Não podemos nos esquecer de quem convive com os animais é que sabe realmente onde estão os pontos positivos e negativos de uma criação, e por vezes, são a própria origem do que ocorre na propriedade.
O ciclo de criação poderá variar entre os criadores mas dificilmente passará de 4 anos. Neste período poderão ser aperfeiçoadas práticas, observar defeitos e estipular critérios visando sempre a melhoria do ambiente e conseqüentemente a boa formação do cavalo de corrida. O importante para o criador é estabelecer um ponto chave entre o seu staff, práticas exercidas e seu plantel.
A realização de um bom trabalho de criação será observado durante a vida atlética do animal, onde além de uma campanha vitoriosa, alguns processos traumáticos serão evitados ou reduzidos, isto de acordo com a intensidade do exercício imposto, gerando assim maior economia e aproveitamento competitivo do atleta.
Dr. Francisco José do Monte Lança
CRMV 4 -7539
ADQUIRA NOSSO SOFTWARE PARA CONTROLE E MANUTENÇÃO DE HARAS.
BAIXE A DEMONSTRAÇÃO E OBTENHA A SENHA ATRAVÉS DO FALE CONOSCO

